terça-feira, 8 de abril de 2008

E assim o homem acontece...

Nas últimas semanas experimentei situações novas e conheci pessoas diferentes. Situações que jamais me imaginei defrontando outras que sabia que seriam inevitáveis, mas todas só serviram para me mostrar do que o homem é feito.

Não basta julgar pela face, pelas vestes ou pelo caráter, o que caracteriza o homem é a história que ele carrega consigo. Sim, os seus feitos são determinantes de sua personalidade, e sua personalidade justifica seus feitos. Estou sendo óbvio? Sinceramente, acho que não.

Não falo de preconceito (falo sim, mas não estou falando agora), falo de negligência ou omissão. Tudo que você precisa saber de uma pessoa é o que ela própria tem pra te contar, e isso fala mais que mil fotos dela ou mil fofocas alheias. Exatamente, dependendo da origem das histórias, a pessoa pode parecer como é, ou como acham que é, entende?

Não quero com esse texto acabar com o preconceito, ou ajudar as pessoas que têm histórias pra contar, mas sim, ajudar quem não sabe ouvir as histórias de quem tem muito a acrescentar à sua experiência de vida, não só diretamente, como indiretamente. Sim, de maneira indireta é quando através de atitudes que a pessoa toma, ou coisas que fala atualmente, você consegue pescar algo que lhe aconteceu no passado. Acha isso preconceito? Pois eu digo que não, se você compreende claramente de onde vem a atitude e não precisa de poréns para acreditar que tal coisa determina outra sobre a vida da pessoa em questão. Complicado? Concordo.

Para finalizar, posso dizer que este post serviu como uma reflexão sobre o homem, seu caráter e sua história (eu podia ser antropólogo ou psicólogo), e sobre mim, homem sem experiência e apto a absorver os ares de sabedoria que estão a minha volta.
Até a próxima.

2 comentários:

l.ratamero disse...

hm, não concordo com você.
uma pessoa não é as histórias que tem pra contar ou as situações que já viveu. histórias se inventam facilmente, principalmente pela mente de quem não é capaz ou corajoso o suficiente pra viver como quer.
não é também o que, exteriormente, parece ser. cada um tem um biotipo, um jeito de andar e um jeito de se expressar, mas não tem culpa de como cresceu ou dos pais que tiveram.

uma pessoa é, além de tudo, uma parte de todos os que passaram por seu caminho, eu acho. conhecer alguém é, além de tudo, uma troca de informações; que, verídicas ou não, são parte delas.
quando você fala com alguém, você deixa um pouco de si com ela, e ela, um pouco dela contigo.

não importam as histórias, mas a convivência. afinal, as histórias não são nada mais que convivências passadas.
agora, se você dá valor às histórias que teve (ou inventou) ou às pessoas que conheceu (ou inventou também), isso cabe a cada um decidir. expor, isso vem depois.

Daniel Magrão (Sorrindo for real) disse...

Engraçado...

me pareceu que o Luciano acrescentou coisas que você esqueceu de colocar no seu modo de pensar paulo.

Só que para ele não contar com as mentiras é estar longe da resposta.

Entendi o texto como uma tentativa de enter o homem... ao mesmo tempo vi o texto como uma afirmação de que não há explicação pra uma pessoa.

O homem é a verdade que tras consigo seja qual for a maneira pela qual as adquiriu. Sua propria história, a história dos outros ou mesmo um sonho louco em meio ao paraizo das torturas que foi viver pra ele.

"Acho que acreditar no mundo não é opção quem não acredita. Ja não está nele... não merece sequer ser levado em consideração... Não vale apena sequer responder uma porrada desse tipo de gente."
E aí você acredita nessa ultima declaração...? Pra mim não existe quem não possa ser considerado... Mas entendo que alguns não merecem a resposta e a revolta dos meus amigos e minha pra com eles... O elegante na disputa de verdade ta em faze-los merecer serem olhados.

Assim o meu personagem preferido hoje descreveria os tipos de pessoas.

Você é uma pessoa que chama atenção Paulo... E claro essa força tem alguma história.