Nas últimas semanas experimentei situações novas e conheci pessoas diferentes. Situações que jamais me imaginei defrontando outras que sabia que seriam inevitáveis, mas todas só serviram para me mostrar do que o homem é feito.
Não basta julgar pela face, pelas vestes ou pelo caráter, o que caracteriza o homem é a história que ele carrega consigo. Sim, os seus feitos são determinantes de sua personalidade, e sua personalidade justifica seus feitos. Estou sendo óbvio? Sinceramente, acho que não.
Não falo de preconceito (falo sim, mas não estou falando agora), falo de negligência ou omissão. Tudo que você precisa saber de uma pessoa é o que ela própria tem pra te contar, e isso fala mais que mil fotos dela ou mil fofocas alheias. Exatamente, dependendo da origem das histórias, a pessoa pode parecer como é, ou como acham que é, entende?
Não quero com esse texto acabar com o preconceito, ou ajudar as pessoas que têm histórias pra contar, mas sim, ajudar quem não sabe ouvir as histórias de quem tem muito a acrescentar à sua experiência de vida, não só diretamente, como indiretamente. Sim, de maneira indireta é quando através de atitudes que a pessoa toma, ou coisas que fala atualmente, você consegue pescar algo que lhe aconteceu no passado. Acha isso preconceito? Pois eu digo que não, se você compreende claramente de onde vem a atitude e não precisa de poréns para acreditar que tal coisa determina outra sobre a vida da pessoa em questão. Complicado? Concordo.
Para finalizar, posso dizer que este post serviu como uma reflexão sobre o homem, seu caráter e sua história (eu podia ser antropólogo ou psicólogo), e sobre mim, homem sem experiência e apto a absorver os ares de sabedoria que estão a minha volta.
Até a próxima.