Bom, como prometido, vou comentar sobre a minha última leitura. Confesso que apenas peguei o livro na Biblioteca para um embasamento posterior sobre a temática do meu blog. O fato foi que o livro se mostrou muito mais interessante do que eu podia imaginar. Imaginava eu que a autora partiria diretamente para os conceitos do desconstrutivismo, e entre palavras complicadas que só nós arquitetos entendemos e referências de arquitetura que nem mesmo nós conhecemos, não chegaria ao que eu considerava como meu objetivo principal: entender amplamente o que é a desconstrução, ou melhor, o desconstrutivismo em arquitetura.
Eis que o que encontro no livro é uma viagem pelo mundo das organizações sociais e espacias. A autora destrinchou o que chamamos de sociedade moderna e suas relações internas. O que é região, se não um lugar onde as pessoas tem os mesmos costumes e rotinas parecidas? Quem deve julgar aonde colocaremos fronteiras? Podem duas pessoas de extremos opostos do globo serem de uma mesma região?
As relações sociais atuais chegaram a um patamar tal que não podemos mais determinar até onde vai a capacidade de intervenção de uma pessoa em seu meio, o que chamaríamos de região. As relações são imediatas e suas consequências, na maioria das vezes, também são. Vide essa confusão toda das financeiras do Bush, exemplo atual mais que claro da região que se criou nesta sociedade em que vivemos. A região se traduz não só em relações como interdependências mútuas ou polarizadas na sociedade, deixa de ser apenas física e pontual, agora é radial e especulativa (queria poder desenhar isso aqui no blog).
Recapitulando, ou construindo: Comecei aqui falando sobre o livro que li, relatei minha experiência com o livro, expressei minhas opiniões e coloquei um exemplo bem claro do que estava tentando explicar. Agora, você está pronto para comentar? Desconstrua-me!
Um abraço e até o próximo post, que promete ser sobre o Robert Venturi, mas defendendo o modernismo. Vou tentar não ser tão exclusivo aos arquitetos.
sábado, 4 de outubro de 2008
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Inatividade
Desculpem caros leitores.
Por motivos de inviabilidade de conexão em minha casa, não estou podendo atualizar o blog.
Mas a descosntrução contiunua acontecendo...
Li um livro bem legal, recomendo:
Destruição ou desconstrução, da Maria Ângela Faggin Pereira Leite.
Vale pela primeira parte, e deixa de valer quando ela começa a falar de um caso específico.
Mais tarde escreverei baseando-me nele, e nas idéias que ela põe sobre descontrução, e do histórico da sociedade que cresceu se destruindo.
É, esse post era pra ser bem pobre, mas com tantas previsões, espero que vocês fiquem com água na boca.
ps.: To lendo o Venturi, e esse também promete muito assunto para esse blog.
Abraço a todos, e até breve.
Por motivos de inviabilidade de conexão em minha casa, não estou podendo atualizar o blog.
Mas a descosntrução contiunua acontecendo...
Li um livro bem legal, recomendo:
Destruição ou desconstrução, da Maria Ângela Faggin Pereira Leite.
Vale pela primeira parte, e deixa de valer quando ela começa a falar de um caso específico.
Mais tarde escreverei baseando-me nele, e nas idéias que ela põe sobre descontrução, e do histórico da sociedade que cresceu se destruindo.
É, esse post era pra ser bem pobre, mas com tantas previsões, espero que vocês fiquem com água na boca.
ps.: To lendo o Venturi, e esse também promete muito assunto para esse blog.
Abraço a todos, e até breve.
sábado, 10 de maio de 2008
Tristeza não tem fim...mas onde ela começa?
Muito tempo desde a ultima atualização, mas vamos tentar manter o foco. A vida deu uma freada, e vou tentar não passar isso pro 'post' que estou prestes a escrever.
Não sei o que posso desconstruir desta vez. Vou apelar para as minhas emoções denovo. Me sinto triste, e fico triste em saber que as pessoas me vêem triste. Para elas, eu estou diferente. Então, calculo que se eu me acho triste, e me vêem diferente, é porque sou feliz na maioria das vezes, certo? É acho que sim, mas será que é porque na maioria das vezes eu consigo mascarar a minha tristeza? É, geralmente eu esqueço das minhas angústias e abro mão de praguejar para parecer mais feliz pros outros. Enfim, vamos à desconstrução:
O sentir-se triste é mesmo tão óbvio assim? Acho que o sentir-se triste depende do grau de impotência que você tem perante os assuntos que te deixam triste, afinal, se uma coisa te deixa triste e você pode atuar de alguma forma, essa tristeza se torna revolta. Por isso digo que há uma diferença entre o que as pessoas enchergam em você e o que você realmente sente. Não que isso seja determinante para o grau de sentimento que você guarda em si, mas faz diferença na hora em que você ouve alguém te consolando, ou te animando.
Desabafei.
Não sei o que posso desconstruir desta vez. Vou apelar para as minhas emoções denovo. Me sinto triste, e fico triste em saber que as pessoas me vêem triste. Para elas, eu estou diferente. Então, calculo que se eu me acho triste, e me vêem diferente, é porque sou feliz na maioria das vezes, certo? É acho que sim, mas será que é porque na maioria das vezes eu consigo mascarar a minha tristeza? É, geralmente eu esqueço das minhas angústias e abro mão de praguejar para parecer mais feliz pros outros. Enfim, vamos à desconstrução:
O sentir-se triste é mesmo tão óbvio assim? Acho que o sentir-se triste depende do grau de impotência que você tem perante os assuntos que te deixam triste, afinal, se uma coisa te deixa triste e você pode atuar de alguma forma, essa tristeza se torna revolta. Por isso digo que há uma diferença entre o que as pessoas enchergam em você e o que você realmente sente. Não que isso seja determinante para o grau de sentimento que você guarda em si, mas faz diferença na hora em que você ouve alguém te consolando, ou te animando.
Desabafei.
terça-feira, 8 de abril de 2008
E assim o homem acontece...
Nas últimas semanas experimentei situações novas e conheci pessoas diferentes. Situações que jamais me imaginei defrontando outras que sabia que seriam inevitáveis, mas todas só serviram para me mostrar do que o homem é feito.
Não basta julgar pela face, pelas vestes ou pelo caráter, o que caracteriza o homem é a história que ele carrega consigo. Sim, os seus feitos são determinantes de sua personalidade, e sua personalidade justifica seus feitos. Estou sendo óbvio? Sinceramente, acho que não.
Não falo de preconceito (falo sim, mas não estou falando agora), falo de negligência ou omissão. Tudo que você precisa saber de uma pessoa é o que ela própria tem pra te contar, e isso fala mais que mil fotos dela ou mil fofocas alheias. Exatamente, dependendo da origem das histórias, a pessoa pode parecer como é, ou como acham que é, entende?
Não quero com esse texto acabar com o preconceito, ou ajudar as pessoas que têm histórias pra contar, mas sim, ajudar quem não sabe ouvir as histórias de quem tem muito a acrescentar à sua experiência de vida, não só diretamente, como indiretamente. Sim, de maneira indireta é quando através de atitudes que a pessoa toma, ou coisas que fala atualmente, você consegue pescar algo que lhe aconteceu no passado. Acha isso preconceito? Pois eu digo que não, se você compreende claramente de onde vem a atitude e não precisa de poréns para acreditar que tal coisa determina outra sobre a vida da pessoa em questão. Complicado? Concordo.
Para finalizar, posso dizer que este post serviu como uma reflexão sobre o homem, seu caráter e sua história (eu podia ser antropólogo ou psicólogo), e sobre mim, homem sem experiência e apto a absorver os ares de sabedoria que estão a minha volta.
Até a próxima.
Não basta julgar pela face, pelas vestes ou pelo caráter, o que caracteriza o homem é a história que ele carrega consigo. Sim, os seus feitos são determinantes de sua personalidade, e sua personalidade justifica seus feitos. Estou sendo óbvio? Sinceramente, acho que não.
Não falo de preconceito (falo sim, mas não estou falando agora), falo de negligência ou omissão. Tudo que você precisa saber de uma pessoa é o que ela própria tem pra te contar, e isso fala mais que mil fotos dela ou mil fofocas alheias. Exatamente, dependendo da origem das histórias, a pessoa pode parecer como é, ou como acham que é, entende?
Não quero com esse texto acabar com o preconceito, ou ajudar as pessoas que têm histórias pra contar, mas sim, ajudar quem não sabe ouvir as histórias de quem tem muito a acrescentar à sua experiência de vida, não só diretamente, como indiretamente. Sim, de maneira indireta é quando através de atitudes que a pessoa toma, ou coisas que fala atualmente, você consegue pescar algo que lhe aconteceu no passado. Acha isso preconceito? Pois eu digo que não, se você compreende claramente de onde vem a atitude e não precisa de poréns para acreditar que tal coisa determina outra sobre a vida da pessoa em questão. Complicado? Concordo.
Para finalizar, posso dizer que este post serviu como uma reflexão sobre o homem, seu caráter e sua história (eu podia ser antropólogo ou psicólogo), e sobre mim, homem sem experiência e apto a absorver os ares de sabedoria que estão a minha volta.
Até a próxima.
terça-feira, 18 de março de 2008
Porque mudança sempre há de pintar por aí...
Ah garoto! (O Ivan diria isso) Chega de rotina. Hoje eu gostaria de apagar meu tópico de semana passada, mas se eu o tirasse, o que seria deste que agora escrevo? Mas também se me perguntassem na segunda passada o que eu iria fazer nos próximos seis meses, eu diria que estava tudo planejado, que seguira a mesma rotina de sempre. Ledo engano...
Semana de arquitetura, quem diria. Enfim a motivação está dando frutos. Um evento deste escalão tem a capacidade de unir as pessoas, de ser ele próprio o elo entre a escola e seus estudantes alheios, que são muitos. Muitos, mas que não têm voz, pois o zumbido que se ouve nos arredores é o do atrito das engrenagens dos seres pensantes daquele diretório (sim, atrito mesmo, nada de graxa, a gente pensa é com areia). E esse zumbido ecoa, como um urro de uma besta fera querendo se libertar das correntes da apatia e da alienação. Ainda falta muito para a besta completar seu despertar e por consequência despertar os que por ela são perseguidos, mas quem a alimenta sabe que este dia está para breve (tá, eu vi um trecho de O Senhor dos Anéis ontem, e isso deve ter estimulado minha imaginação).
E quem diria também, eu um monitor. Coitados os que resolveram fazer maquetes este ano. Espero que ninguém aprenda nada de errado comigo (que aprendam que o que faço não é certo, pelo menos).
ps.: Sobre o título, eu conheço sim a música e fiz uma adaptação, nada de me corrigirem, como eu costumo fazer com vocês!
Semana de arquitetura, quem diria. Enfim a motivação está dando frutos. Um evento deste escalão tem a capacidade de unir as pessoas, de ser ele próprio o elo entre a escola e seus estudantes alheios, que são muitos. Muitos, mas que não têm voz, pois o zumbido que se ouve nos arredores é o do atrito das engrenagens dos seres pensantes daquele diretório (sim, atrito mesmo, nada de graxa, a gente pensa é com areia). E esse zumbido ecoa, como um urro de uma besta fera querendo se libertar das correntes da apatia e da alienação. Ainda falta muito para a besta completar seu despertar e por consequência despertar os que por ela são perseguidos, mas quem a alimenta sabe que este dia está para breve (tá, eu vi um trecho de O Senhor dos Anéis ontem, e isso deve ter estimulado minha imaginação).
E quem diria também, eu um monitor. Coitados os que resolveram fazer maquetes este ano. Espero que ninguém aprenda nada de errado comigo (que aprendam que o que faço não é certo, pelo menos).
ps.: Sobre o título, eu conheço sim a música e fiz uma adaptação, nada de me corrigirem, como eu costumo fazer com vocês!
terça-feira, 11 de março de 2008
De volta pra rotina
Pois é, estamos aí mais uma vez, prontos pra outra. É isso mesmo, tudo se repete, mas você tem que mudar de alguma forma. Engraçado é perceber que seus compromissos se repetem, seus pensamentos, e seus sentimentos idem. Começo a pensar que não temos só uma vida, ou melhor, que a vida que temos, acabamos por vivê-la mais de uma vez.
Eu estou mudando, eu sei (eu acho). Olho para trás e vejo o que deixei (não foi muita coisa, mas me orgulho) e percebo que sou o Paulo, das coisas feitas pelo Paulo, e se ninguém se der conta, já não me importo, porque eu sei quem sou e o que fiz. É, está meio com cara de desabafo esse post, mas não chega a ser, acredite se quiser. É só a desconstrução da minha vida recente.
Insatisfação profissional é o que mais pesa na minha breve avaliação, mas estou começando a vida acadêmica agora, e só agora descobrindo os atalhos para ser feliz na faculdade. Não tento mais agradar a todos, todo o tempo. Dar-se valor é mais importante que ser gentil (às vezes), pelo menos em prol da sua felicidade. E hoje eu estou feliz.
Pô, esse blog tá virando um diário (mas só vou postar um por semana), que merda. Bom, mas pelo menos eu avisei no 'post' anterior. Vamos enveredar para outro assunto.
Por uma semana eu esqueci do futebol, desde a derrota do Flamengo no Uruguai que não vejo um lance de gol sequer. Por mais incrível que pareça (e é incrível mesmo), isso não me fez falta ainda. Tudo bem, eu joguei uma pelada no sábado, mas meus amigos de escola (sim, os do 2º grau) me acham tão perna-de-pau que me deu desgosto de ter jogado. Sou mesmo perna-de-pau, mas mereço um crédito. Enfim, o assunto não é futebol, mas a falta dele. Impressionantemente esta falta não me fez falta (bem vindo ao mundo de trocadilhos do Paulo. Seja esperto e tente compreendê-los.
Eu estou mudando, eu sei (eu acho). Olho para trás e vejo o que deixei (não foi muita coisa, mas me orgulho) e percebo que sou o Paulo, das coisas feitas pelo Paulo, e se ninguém se der conta, já não me importo, porque eu sei quem sou e o que fiz. É, está meio com cara de desabafo esse post, mas não chega a ser, acredite se quiser. É só a desconstrução da minha vida recente.
Insatisfação profissional é o que mais pesa na minha breve avaliação, mas estou começando a vida acadêmica agora, e só agora descobrindo os atalhos para ser feliz na faculdade. Não tento mais agradar a todos, todo o tempo. Dar-se valor é mais importante que ser gentil (às vezes), pelo menos em prol da sua felicidade. E hoje eu estou feliz.
Pô, esse blog tá virando um diário (mas só vou postar um por semana), que merda. Bom, mas pelo menos eu avisei no 'post' anterior. Vamos enveredar para outro assunto.
Por uma semana eu esqueci do futebol, desde a derrota do Flamengo no Uruguai que não vejo um lance de gol sequer. Por mais incrível que pareça (e é incrível mesmo), isso não me fez falta ainda. Tudo bem, eu joguei uma pelada no sábado, mas meus amigos de escola (sim, os do 2º grau) me acham tão perna-de-pau que me deu desgosto de ter jogado. Sou mesmo perna-de-pau, mas mereço um crédito. Enfim, o assunto não é futebol, mas a falta dele. Impressionantemente esta falta não me fez falta (bem vindo ao mundo de trocadilhos do Paulo. Seja esperto e tente compreendê-los.
quarta-feira, 5 de março de 2008
Estréia
Como dizem as bichas, sucesso não nasce, estréia! Péssima referência para um blog de um futuro arquiteto, que acaba de nascer (o blog, não eu!) e que pretende ser levado a sério e conseguir bons frutos publicando seus vislumbres (esse sou eu).
Há tempos eu queria um espaço para conversar sozinho e ser ouvido (entenda-se por blog), mas faltou-me força de vontade. Quem sabe o que aconteceu neste ano de 2008 que me motivou a fazê-lo? Eu? Não sei de nada ainda, só estou aproveitando o momento e usufruindo da motivação que baixou-me à cabeça.
Ainda duvido do que eu possa realmente incluir às páginas deste futuro blog, mas quem sabe eu possa me dar umas sugestões...
- coisas como avaliações pessoais de fatos relevantes ao resto do mundo, bem como de assuntos relevantes para mim mesmo podem aparecer;
- sugestões decorrentes dessas avaliações;
- queixas do dia-a-dia (e isso dá bastante pano pra manga);
- relatos emocionais, quem sabe?
Ah, sim, o título. Por que "deconstrução"?
Resposta : Pode parecer simples a explicação (e é mesmo!) mas é complicada (complicado é explicar por que não é simples). A razão se dá primeiramente do fato de já haver um blog chamado Desconstrução (e isso é simples), então tirando-se o "s", não perdemos o sentido da palavra (tá, talvez a palavra nem sequer exista, mas certamente você a entendeu) e o objetivo do blog é evidenciado. Proponho uma desconstrução de todos os assuntos postos em evidência aqui, e essa desconstrução virá acompanhada da compreensão de meus pensamentos por vocês (cada etapa que tomei) e também por mim mesmo, se eu tiver sorte. Ah, sim, o nome também pode ser uma alusão à minha vocação para a vida, afinal sou um sujeito 'de construção'!
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