quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O que a vida nos reserva?

De volta ao Blog, não darei desculpas sobre a falta de atualização.

O que a vida nos reserva?
de Paulo Ferreira

Hoje é dia de parar
Hoje é dia de seguir
Hoje é dia de completar
Hoje é dia de desistir

Caminhos são sempre incertos
Nunca sabemos onde vamos chegar
Escolhas são sempre falhas
E o tempo não vai apagar

Certeza temos do hoje
O que faremos então?
Estou certo que vou errar
Ficarei surpreso se  não

Refletir nos faz perceber
Que a vida nos reserva a vida
E a vida que há para escolher
É a vida que devemos viver.

É, acho que não escrevia em verso desde meus quinze anos, e acho que estagnei minha potencialidade poética lá. Mas também acho válido escrever uma poesia em quinze minutos, e de certa forma externar o que eu sinto, o que eu sonho, o que eu vivo, em versos simples como meus pensamentos.
Simples, mas difíceis de se aceitar. É difícil de lidar com o desconhecido. É difícil escolher o imprevisível. É simples perceber que a escolha pelo desconhecido lhe trouxe novas questões, sobre sua vida, seu comportamento, suas atitudes.
Sim, comportamento, eis um item sobre o qual não gostaria de escrever, mas mesmo assim o faço. Preferia escrever sobre as coisas bonitas que vejo, sobre tudo que é lindo que aparece em meus sonhos, mas a manhã sempre chega, e aí é dia de se mostrar, e se comportar.

Chega por hoje, mas devo escrever mais nessas férias.


ps.: Se pareceu sem sentido, comente.

sábado, 2 de outubro de 2010

Eu sei que no fundo, problema é só da gente...

Então,
Retomando os trabalhos, espero que dessa vez com uma frequência satisfatória. Para facilitar, acho que vou falar um pouco mais de assuntos de cotidiano e comportamento, sem que sejam para isso interessantes o suficiente para atrair a atenção de vocês.
E pra começar, devo lhes contar um pouco sobre o título. Na minha infância, eu ouvia bastante um cd do Gil, e essa semana uma música veio à minha cabeça, e ainda não saiu. Diz o verso que não consigo me esquecer: "Eu preciso aprender a ser só, reagir e ouvir o coração responder."
Não há mistério sobre o que isso quer dizer, mas talvez não fique claro o porquê de eu escolhe-lo. Talvez meu coração não queira dizer nada, mas atitudes que tomarei a partir dessa semana levarão em conta a música do Gil.
Acho que aprender a ser só, tem a ver com agir seguro de si, certo do que está querendo e como vai fazer para ter o que quer. Além disso, é saber que para as coisas darem certo, antes você tem que trabalhar para acontecer, para depois colher os frutos, e não apenas esperar que aconteçam antes que você tenha construído.
Trata-se disso, um pouco de pé no chão numa vida que viu muitas coisas acontecerem, e que me fizeram criar expectativas sempre antes de os fatos se consumarem. Os fatos sempre se consumam, mas nem sempre da maneira que você espera, é aí que vemos que de nada valeu a pena sonhar com algo que parecia estar por vir, mas na verdade dependia de suas ações para acontecer.

Me desculpem por ter sido meio depressivo nesse post, mas espero que acrescente algo a vocês.

Ps.: Aos amigos, por favor não se preocupem. Como me disse um amigo certa vez, quando você expõe suas fraquezas, não tem como alguém lhe atingir. Isso me motivou a escrever. Um abraço muleque.

domingo, 13 de junho de 2010

Eisenman (e Benítez também, por que não?)

Putz, olha eu voltando a escrever. Mas antes de chegar no título, devo falar um pouco de minha viagem à Recife. Como primeiro contato com o mundo Nordestino em seu cerne, não podia ser mais sofrido de abandonar tal modo de vida. Para escrever aqui, reservarei o que tange à temática do veículo: Arquitetura e Descontrução.
Pela primeira vez, um arquiteto falou e se fez entender (e emocionar) sobre o que sempre pensei acerca de projetar Arquitetura: Arquitetura é solução de problemas por associação. Você escolheu ser arquiteto, não inventor. A cada projeto seu, o mais importante é que você leve em conta o que se pede, e use sua criatividade para relacionar as coisas que podem solucionar os problemas encontrados. Existe exemplo maior de desconstrução da Arquitetura do que acabei de escrever? Baseei-me na palestra do Solano Benítez, Arquiteto paraguaio que em uma mesa plena durante o 19° CBA, emocionou a todos falando de como projeta e constrói empiricamente, mas com pleno controle sobre os processos arquiteturais os quais vê necessário para a conclusão de qualquer projeto.

Recife à parte, falemos do Eisenman e do que interessa ao Deconstrução. Para minha surpresa, não do Rafael Moneo¹, Peter Eisenman é o senhor descontrução! Ao projetar, todo o processo plástico é registrado e levado em conta para o produto final. Um arquiteto cubista sim, pois as suas decomposições do objeto arquitetônicos são sobrepostas e integradas, e as alterações de volumes vencem os limites dos planos ortogonais (e ortodoxos) que conhecemos. O processo desconstruído e a arquitetura resultante dessa decomposição e reposição são os motivos de eu ter escrito algo sobre Eisenman, não sua arquitetura em si, que considero insatisfatória em vários aspectos, mas não chegarei a desconstruir esse assunto. Quem sabe na próxima semana, ou talvez depois de mais dois anos?

MONEO, Rafael - Inquietação Teórica e Estratégia Projetual - Cosac Naify