domingo, 13 de junho de 2010

Eisenman (e Benítez também, por que não?)

Putz, olha eu voltando a escrever. Mas antes de chegar no título, devo falar um pouco de minha viagem à Recife. Como primeiro contato com o mundo Nordestino em seu cerne, não podia ser mais sofrido de abandonar tal modo de vida. Para escrever aqui, reservarei o que tange à temática do veículo: Arquitetura e Descontrução.
Pela primeira vez, um arquiteto falou e se fez entender (e emocionar) sobre o que sempre pensei acerca de projetar Arquitetura: Arquitetura é solução de problemas por associação. Você escolheu ser arquiteto, não inventor. A cada projeto seu, o mais importante é que você leve em conta o que se pede, e use sua criatividade para relacionar as coisas que podem solucionar os problemas encontrados. Existe exemplo maior de desconstrução da Arquitetura do que acabei de escrever? Baseei-me na palestra do Solano Benítez, Arquiteto paraguaio que em uma mesa plena durante o 19° CBA, emocionou a todos falando de como projeta e constrói empiricamente, mas com pleno controle sobre os processos arquiteturais os quais vê necessário para a conclusão de qualquer projeto.

Recife à parte, falemos do Eisenman e do que interessa ao Deconstrução. Para minha surpresa, não do Rafael Moneo¹, Peter Eisenman é o senhor descontrução! Ao projetar, todo o processo plástico é registrado e levado em conta para o produto final. Um arquiteto cubista sim, pois as suas decomposições do objeto arquitetônicos são sobrepostas e integradas, e as alterações de volumes vencem os limites dos planos ortogonais (e ortodoxos) que conhecemos. O processo desconstruído e a arquitetura resultante dessa decomposição e reposição são os motivos de eu ter escrito algo sobre Eisenman, não sua arquitetura em si, que considero insatisfatória em vários aspectos, mas não chegarei a desconstruir esse assunto. Quem sabe na próxima semana, ou talvez depois de mais dois anos?

MONEO, Rafael - Inquietação Teórica e Estratégia Projetual - Cosac Naify