domingo, 9 de junho de 2013

Começando uma nova fase aqui nesse blog morto, passarei a postar algumas coisas relacionadas ao meu Trabalho Final de Graduação (vulgo Tá Fudido Garoto, ou TFG). Não pretendo postar conteúdo do trabalho propriamente dito, talvez alguns fragmentos. Por hoje segue o meu primeiro brainstorming para definição do tema. Segue:

Brainstorming 01

'Tags'       
- Exercício Profissional
- Visão do arquiteto pela sociedade
- Relações de trabalho

                Baseado no estudo de Sérgio Ferro intitulado ‘O canteiro e o desenho’ no qual a base de discussão é a relação entre o que se desenha e o que se produz em arquitetura, a intenção deste artigo é questionar a produção arquitetônica contemporânea, atualizando a discussão para um contexto de globalização da produção arquitetônica e sua submissão aos interesses do sistema capitalista neoliberal.
                Resultados no planejamento urbano, qualidade de construção, adaptação dos processos de viabilização de uma obra e ‘standartização’ dos projetos.
                Teorias socialistas para justificar o status do mercado da construção civil e sua submissão ao sistema neoliberal.

Histórico da profissão de Arquiteto:
- Fases históricas
- Valorização/Banalização
- Importância na produção de arquitetura
- Relevância no resultado do produto

Questão:
                Como o capitalismo conseguiu implantar o ’fordismo’ na produção de arquitetura e urbanismo e influenciar a profissão e os resultados do trabalho do Arquiteto ao longo do séc. XX e o que isso implica na situação atual do exercício da profissão.

Fases:
- Importância do desenho (planejamento) para o produto (resultado)

- Condicionamento do desenho para a obtenção de um produto condizente com os anseios da oferta de mercado.

para fechar, segue uma notícia recente sobre essa última frase da postagem:
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,consorcio-muda-projeto-vencedor-do-porto-olimpico-no-rio,1038689,0.htm

terça-feira, 3 de maio de 2011

Da série, vida de estudante morando em república:

Yakisoba vegetariano com batata palha


Ingredientes: 
200g de macarrão p/ yakisoba

1 cebola
1 pimentão roxo
15g de gengibre
3 champignons
cheiro verde
3 colheres de sopa de molho de soja p/ yakisoba (é mais espesso)
50g de margarina 


Modo de Preparo:
Cozinhe o macarrão por cinco minutos, escorra e reserve. Esquente a manteiga numa panela wok ou frigideira bem grande, acrescente os ingredientes picados na seguinte ordem: cebola, pimentão, gengibre. Mexa sempre. Acrescente o macarrão, junto com mais margarina. Acrescente o cheiro verde e os champignons. Acrescente o molho de soja.
Retire, sirva num prato. Passe um fio de azeite à gosto. Acrescente a batata palha. Coma!


Rende duas laricas!





quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O que a vida nos reserva?

De volta ao Blog, não darei desculpas sobre a falta de atualização.

O que a vida nos reserva?
de Paulo Ferreira

Hoje é dia de parar
Hoje é dia de seguir
Hoje é dia de completar
Hoje é dia de desistir

Caminhos são sempre incertos
Nunca sabemos onde vamos chegar
Escolhas são sempre falhas
E o tempo não vai apagar

Certeza temos do hoje
O que faremos então?
Estou certo que vou errar
Ficarei surpreso se  não

Refletir nos faz perceber
Que a vida nos reserva a vida
E a vida que há para escolher
É a vida que devemos viver.

É, acho que não escrevia em verso desde meus quinze anos, e acho que estagnei minha potencialidade poética lá. Mas também acho válido escrever uma poesia em quinze minutos, e de certa forma externar o que eu sinto, o que eu sonho, o que eu vivo, em versos simples como meus pensamentos.
Simples, mas difíceis de se aceitar. É difícil de lidar com o desconhecido. É difícil escolher o imprevisível. É simples perceber que a escolha pelo desconhecido lhe trouxe novas questões, sobre sua vida, seu comportamento, suas atitudes.
Sim, comportamento, eis um item sobre o qual não gostaria de escrever, mas mesmo assim o faço. Preferia escrever sobre as coisas bonitas que vejo, sobre tudo que é lindo que aparece em meus sonhos, mas a manhã sempre chega, e aí é dia de se mostrar, e se comportar.

Chega por hoje, mas devo escrever mais nessas férias.


ps.: Se pareceu sem sentido, comente.

sábado, 2 de outubro de 2010

Eu sei que no fundo, problema é só da gente...

Então,
Retomando os trabalhos, espero que dessa vez com uma frequência satisfatória. Para facilitar, acho que vou falar um pouco mais de assuntos de cotidiano e comportamento, sem que sejam para isso interessantes o suficiente para atrair a atenção de vocês.
E pra começar, devo lhes contar um pouco sobre o título. Na minha infância, eu ouvia bastante um cd do Gil, e essa semana uma música veio à minha cabeça, e ainda não saiu. Diz o verso que não consigo me esquecer: "Eu preciso aprender a ser só, reagir e ouvir o coração responder."
Não há mistério sobre o que isso quer dizer, mas talvez não fique claro o porquê de eu escolhe-lo. Talvez meu coração não queira dizer nada, mas atitudes que tomarei a partir dessa semana levarão em conta a música do Gil.
Acho que aprender a ser só, tem a ver com agir seguro de si, certo do que está querendo e como vai fazer para ter o que quer. Além disso, é saber que para as coisas darem certo, antes você tem que trabalhar para acontecer, para depois colher os frutos, e não apenas esperar que aconteçam antes que você tenha construído.
Trata-se disso, um pouco de pé no chão numa vida que viu muitas coisas acontecerem, e que me fizeram criar expectativas sempre antes de os fatos se consumarem. Os fatos sempre se consumam, mas nem sempre da maneira que você espera, é aí que vemos que de nada valeu a pena sonhar com algo que parecia estar por vir, mas na verdade dependia de suas ações para acontecer.

Me desculpem por ter sido meio depressivo nesse post, mas espero que acrescente algo a vocês.

Ps.: Aos amigos, por favor não se preocupem. Como me disse um amigo certa vez, quando você expõe suas fraquezas, não tem como alguém lhe atingir. Isso me motivou a escrever. Um abraço muleque.

domingo, 13 de junho de 2010

Eisenman (e Benítez também, por que não?)

Putz, olha eu voltando a escrever. Mas antes de chegar no título, devo falar um pouco de minha viagem à Recife. Como primeiro contato com o mundo Nordestino em seu cerne, não podia ser mais sofrido de abandonar tal modo de vida. Para escrever aqui, reservarei o que tange à temática do veículo: Arquitetura e Descontrução.
Pela primeira vez, um arquiteto falou e se fez entender (e emocionar) sobre o que sempre pensei acerca de projetar Arquitetura: Arquitetura é solução de problemas por associação. Você escolheu ser arquiteto, não inventor. A cada projeto seu, o mais importante é que você leve em conta o que se pede, e use sua criatividade para relacionar as coisas que podem solucionar os problemas encontrados. Existe exemplo maior de desconstrução da Arquitetura do que acabei de escrever? Baseei-me na palestra do Solano Benítez, Arquiteto paraguaio que em uma mesa plena durante o 19° CBA, emocionou a todos falando de como projeta e constrói empiricamente, mas com pleno controle sobre os processos arquiteturais os quais vê necessário para a conclusão de qualquer projeto.

Recife à parte, falemos do Eisenman e do que interessa ao Deconstrução. Para minha surpresa, não do Rafael Moneo¹, Peter Eisenman é o senhor descontrução! Ao projetar, todo o processo plástico é registrado e levado em conta para o produto final. Um arquiteto cubista sim, pois as suas decomposições do objeto arquitetônicos são sobrepostas e integradas, e as alterações de volumes vencem os limites dos planos ortogonais (e ortodoxos) que conhecemos. O processo desconstruído e a arquitetura resultante dessa decomposição e reposição são os motivos de eu ter escrito algo sobre Eisenman, não sua arquitetura em si, que considero insatisfatória em vários aspectos, mas não chegarei a desconstruir esse assunto. Quem sabe na próxima semana, ou talvez depois de mais dois anos?

MONEO, Rafael - Inquietação Teórica e Estratégia Projetual - Cosac Naify

sábado, 4 de outubro de 2008

Análises

Bom, como prometido, vou comentar sobre a minha última leitura. Confesso que apenas peguei o livro na Biblioteca para um embasamento posterior sobre a temática do meu blog. O fato foi que o livro se mostrou muito mais interessante do que eu podia imaginar. Imaginava eu que a autora partiria diretamente para os conceitos do desconstrutivismo, e entre palavras complicadas que só nós arquitetos entendemos e referências de arquitetura que nem mesmo nós conhecemos, não chegaria ao que eu considerava como meu objetivo principal: entender amplamente o que é a desconstrução, ou melhor, o desconstrutivismo em arquitetura.

Eis que o que encontro no livro é uma viagem pelo mundo das organizações sociais e espacias. A autora destrinchou o que chamamos de sociedade moderna e suas relações internas. O que é região, se não um lugar onde as pessoas tem os mesmos costumes e rotinas parecidas? Quem deve julgar aonde colocaremos fronteiras? Podem duas pessoas de extremos opostos do globo serem de uma mesma região?

As relações sociais atuais chegaram a um patamar tal que não podemos mais determinar até onde vai a capacidade de intervenção de uma pessoa em seu meio, o que chamaríamos de região. As relações são imediatas e suas consequências, na maioria das vezes, também são. Vide essa confusão toda das financeiras do Bush, exemplo atual mais que claro da região que se criou nesta sociedade em que vivemos. A região se traduz não só em relações como interdependências mútuas ou polarizadas na sociedade, deixa de ser apenas física e pontual, agora é radial e especulativa (queria poder desenhar isso aqui no blog).

Recapitulando, ou construindo: Comecei aqui falando sobre o livro que li, relatei minha experiência com o livro, expressei minhas opiniões e coloquei um exemplo bem claro do que estava tentando explicar. Agora, você está pronto para comentar? Desconstrua-me!

Um abraço e até o próximo post, que promete ser sobre o Robert Venturi, mas defendendo o modernismo. Vou tentar não ser tão exclusivo aos arquitetos.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Inatividade

Desculpem caros leitores.

Por motivos de inviabilidade de conexão em minha casa, não estou podendo atualizar o blog.

Mas a descosntrução contiunua acontecendo...

Li um livro bem legal, recomendo:

Destruição ou desconstrução, da Maria Ângela Faggin Pereira Leite.
Vale pela primeira parte, e deixa de valer quando ela começa a falar de um caso específico.
Mais tarde escreverei baseando-me nele, e nas idéias que ela põe sobre descontrução, e do histórico da sociedade que cresceu se destruindo.

É, esse post era pra ser bem pobre, mas com tantas previsões, espero que vocês fiquem com água na boca.

ps.: To lendo o Venturi, e esse também promete muito assunto para esse blog.

Abraço a todos, e até breve.

sábado, 10 de maio de 2008

Tristeza não tem fim...mas onde ela começa?

Muito tempo desde a ultima atualização, mas vamos tentar manter o foco. A vida deu uma freada, e vou tentar não passar isso pro 'post' que estou prestes a escrever.

Não sei o que posso desconstruir desta vez. Vou apelar para as minhas emoções denovo. Me sinto triste, e fico triste em saber que as pessoas me vêem triste. Para elas, eu estou diferente. Então, calculo que se eu me acho triste, e me vêem diferente, é porque sou feliz na maioria das vezes, certo? É acho que sim, mas será que é porque na maioria das vezes eu consigo mascarar a minha tristeza? É, geralmente eu esqueço das minhas angústias e abro mão de praguejar para parecer mais feliz pros outros. Enfim, vamos à desconstrução:

O sentir-se triste é mesmo tão óbvio assim? Acho que o sentir-se triste depende do grau de impotência que você tem perante os assuntos que te deixam triste, afinal, se uma coisa te deixa triste e você pode atuar de alguma forma, essa tristeza se torna revolta. Por isso digo que há uma diferença entre o que as pessoas enchergam em você e o que você realmente sente. Não que isso seja determinante para o grau de sentimento que você guarda em si, mas faz diferença na hora em que você ouve alguém te consolando, ou te animando.

Desabafei.

terça-feira, 8 de abril de 2008

E assim o homem acontece...

Nas últimas semanas experimentei situações novas e conheci pessoas diferentes. Situações que jamais me imaginei defrontando outras que sabia que seriam inevitáveis, mas todas só serviram para me mostrar do que o homem é feito.

Não basta julgar pela face, pelas vestes ou pelo caráter, o que caracteriza o homem é a história que ele carrega consigo. Sim, os seus feitos são determinantes de sua personalidade, e sua personalidade justifica seus feitos. Estou sendo óbvio? Sinceramente, acho que não.

Não falo de preconceito (falo sim, mas não estou falando agora), falo de negligência ou omissão. Tudo que você precisa saber de uma pessoa é o que ela própria tem pra te contar, e isso fala mais que mil fotos dela ou mil fofocas alheias. Exatamente, dependendo da origem das histórias, a pessoa pode parecer como é, ou como acham que é, entende?

Não quero com esse texto acabar com o preconceito, ou ajudar as pessoas que têm histórias pra contar, mas sim, ajudar quem não sabe ouvir as histórias de quem tem muito a acrescentar à sua experiência de vida, não só diretamente, como indiretamente. Sim, de maneira indireta é quando através de atitudes que a pessoa toma, ou coisas que fala atualmente, você consegue pescar algo que lhe aconteceu no passado. Acha isso preconceito? Pois eu digo que não, se você compreende claramente de onde vem a atitude e não precisa de poréns para acreditar que tal coisa determina outra sobre a vida da pessoa em questão. Complicado? Concordo.

Para finalizar, posso dizer que este post serviu como uma reflexão sobre o homem, seu caráter e sua história (eu podia ser antropólogo ou psicólogo), e sobre mim, homem sem experiência e apto a absorver os ares de sabedoria que estão a minha volta.
Até a próxima.

terça-feira, 18 de março de 2008

Porque mudança sempre há de pintar por aí...

Ah garoto! (O Ivan diria isso) Chega de rotina. Hoje eu gostaria de apagar meu tópico de semana passada, mas se eu o tirasse, o que seria deste que agora escrevo? Mas também se me perguntassem na segunda passada o que eu iria fazer nos próximos seis meses, eu diria que estava tudo planejado, que seguira a mesma rotina de sempre. Ledo engano...

Semana de arquitetura, quem diria. Enfim a motivação está dando frutos. Um evento deste escalão tem a capacidade de unir as pessoas, de ser ele próprio o elo entre a escola e seus estudantes alheios, que são muitos. Muitos, mas que não têm voz, pois o zumbido que se ouve nos arredores é o do atrito das engrenagens dos seres pensantes daquele diretório (sim, atrito mesmo, nada de graxa, a gente pensa é com areia). E esse zumbido ecoa, como um urro de uma besta fera querendo se libertar das correntes da apatia e da alienação. Ainda falta muito para a besta completar seu despertar e por consequência despertar os que por ela são perseguidos, mas quem a alimenta sabe que este dia está para breve (tá, eu vi um trecho de O Senhor dos Anéis ontem, e isso deve ter estimulado minha imaginação).

E quem diria também, eu um monitor. Coitados os que resolveram fazer maquetes este ano. Espero que ninguém aprenda nada de errado comigo (que aprendam que o que faço não é certo, pelo menos).

ps.: Sobre o título, eu conheço sim a música e fiz uma adaptação, nada de me corrigirem, como eu costumo fazer com vocês!