Bom, como prometido, vou comentar sobre a minha última leitura. Confesso que apenas peguei o livro na Biblioteca para um embasamento posterior sobre a temática do meu blog. O fato foi que o livro se mostrou muito mais interessante do que eu podia imaginar. Imaginava eu que a autora partiria diretamente para os conceitos do desconstrutivismo, e entre palavras complicadas que só nós arquitetos entendemos e referências de arquitetura que nem mesmo nós conhecemos, não chegaria ao que eu considerava como meu objetivo principal: entender amplamente o que é a desconstrução, ou melhor, o desconstrutivismo em arquitetura.
Eis que o que encontro no livro é uma viagem pelo mundo das organizações sociais e espacias. A autora destrinchou o que chamamos de sociedade moderna e suas relações internas. O que é região, se não um lugar onde as pessoas tem os mesmos costumes e rotinas parecidas? Quem deve julgar aonde colocaremos fronteiras? Podem duas pessoas de extremos opostos do globo serem de uma mesma região?
As relações sociais atuais chegaram a um patamar tal que não podemos mais determinar até onde vai a capacidade de intervenção de uma pessoa em seu meio, o que chamaríamos de região. As relações são imediatas e suas consequências, na maioria das vezes, também são. Vide essa confusão toda das financeiras do Bush, exemplo atual mais que claro da região que se criou nesta sociedade em que vivemos. A região se traduz não só em relações como interdependências mútuas ou polarizadas na sociedade, deixa de ser apenas física e pontual, agora é radial e especulativa (queria poder desenhar isso aqui no blog).
Recapitulando, ou construindo: Comecei aqui falando sobre o livro que li, relatei minha experiência com o livro, expressei minhas opiniões e coloquei um exemplo bem claro do que estava tentando explicar. Agora, você está pronto para comentar? Desconstrua-me!
Um abraço e até o próximo post, que promete ser sobre o Robert Venturi, mas defendendo o modernismo. Vou tentar não ser tão exclusivo aos arquitetos.